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As mulheres e investimentos

Escrito por

Laura Pancini


Estudante de Jornalismo da PUC-SP com um vício enorme em seriados, teorias de conspiração e falar tudo num tom sarcástico.


Elas gastam demais? Não entendem nada de dinheiro? Esqueça agora todos esses estereótipos que você já ouviu sobre as mulheres! Esse pensamento ultrapassado não combina mais com os dias atuais. O número de mulheres no mercado financeiro vem crescendo e não tem como segurá-las. Apesar disso ser ótimo, tanto para a igualdade quanto para a economia, infelizmente no mundo dos investimentos ainda estamos um pouco distantes de alcançar algo realmente igualitário: de acordo com uma pesquisa realizada ano passado pela GuiaBolso, as mulheres investem 29% menos que os homens.

 

Por quê isso ainda acontece?

Se olharmos para o passado, veremos que existe uma grande construção histórica por trás desse comportamento. As mulheres no Brasil, por exemplo, só tiveram direito a ter CPF e conta própria no banco em 1962. Isso mostra que existem gerações de mulheres ainda vivas que não tinham o direito de controlar o próprio dinheiro e leis como essas moldaram o nosso pensamento sobre o papel da mulher na sociedade.

Além disso, a desigualdade de gênero contribuiu para a criação da ideia totalmente falsa de que, quando o assunto é dinheiro, precisa-se resolver com um homem. Fomos ensinados desde cedo a associar o sexo feminino como um sexo incapaz de lidar com assuntos como economia, o mercado financeiro e investimentos. Assim, mesmo sem a intenção, fizemos essas mulheres, que são mais de metade da população, acreditar que são desqualificadas e isso leva a muitas poucas delas buscando uma educação financeira ou se arriscando na hora de investir.

Outros fatores como a desigualdade salarial ou o machismo afetam a participação da mulher no mercado financeiro, mas isso não as impede totalmente. De acordo com a Exame, o número de investidoras na Bolsa de Valores cresceu de 15 mil para 141,7 mil entre os anos de 2002 e 2017. Esses números são ótimos, mas ao comparar com o número de homens durante esse mesmo período, observamos que os investidores cresceram quase quatro vezes mais que as mulheres.

 

Como mudar esse cenário?

Ao mesmo tempo que observamos essa grande desigualdade no mundo da economia, nota-se que as coisas não vão ser assim por muito tempo. O empoderamento feminino é uma das maiores revoluções socioculturais do Século 21 e precisamos lutar contra a falta de informação e o pensamento retrógado que ainda continuam e podem impedir o crescimento e a liberdade econômica das mulheres. Não podemos deixá-las para trás! Sites como o Finanças Femininas ou a nossa página que explica passo a passo o nosso processo podem ajudar a deixar essa desigualdade nos investimentos um pouco menor.



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