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Mercado Imobiliário

O que esperar do mercado imobiliário em 2019?

Escrito por

Mariana Tanaka


Engenheira Civil pela Escola Politécnica da USP, com especialização em planejamento urbano, meio ambiente e transportes pela École des Ponts ParisTech e pós-graduação em Marketing e Comunicação Digital pela ESPM. Possui experiência nos mercados de incorporação vertical, parcelamento de solo e gestão de inovação.


Com a crise dos últimos anos, o mercado imobiliário, um dos mercados mais sólidos e tradicionais do Brasil, vem sofrendo com uma severa retração. Somente no segundo semestre de 2017 é que começou a demonstrar sinais de recuperação.

Mas a dúvida agora é: como vai ficar esse mercado em 2019?

 

O ano da retomada

Acredita-se que 2019 será o ano da retomada do mercado imobiliário. 2018 foi o ano da transição, em que o mercado começou a dar sinais de recuperação. Porém, vários fatores indicam que o ano que está começando promete ser o ano que acelerará o seu crescimento.

 

Veja abaixo os motivos que confirmam as expectativas do mercado imobiliário para 2019:

1. Aumento da confiança no mercado brasileiro

Com a taxa de juros ainda em seu menor patamar histórico e previsão de manutenção de seu valor para 7% até o final de 2019, a queda da inflação e o crescimento do Produto Interno Bruto (PIB) nacional, a confiança no mercado brasileiro iniciou sua retomada.

Essas notícias são especialmente boas para o mercado imobiliário pois, com a taxa de juros em baixa, os investidores se veem cada vez menos interessados nos investimentos tradicionais, como renda fixa, e procuram cada vez mais diversificar sua carteira com investimentos de risco mais elevado.

Além disso, com a recente regulamentação dos distratos, o investimento imobiliário se torna ainda mais seguro, sendo uma alternativa muito interessante para investidores que prezam por segurança e rentabilidade ao mesmo tempo.

2. Aumento das vendas de imóveis

Mas, uma vez que a economia brasileira está melhorando, como saber se o mercado imobiliário também está se recuperando? Um dos termômetros práticos para se verificar a retomada do mercado imobiliário é observar o aumento na venda de imóveis.

2018 foi o ano da retomada. De acordo com a Câmara Brasileira da Indústria da Construção (CBIC), entre outubro de 2017 e setembro de 2018, foram comercializadas 118,4 mil unidades, um aumento de 27% em comparação com o mesmo período do ano anterior.

3. Retomada dos lançamentos de empreendimentos imobiliários

Com o aumento das vendas de imóveis e o aumento da confiança no mercado brasileiro, o próximo fator para ficar de olho é a dinâmica de lançamentos de novas unidades no mercado. Esse indicador é importante, pois reflete a confiança das próprias construtoras e incorporadoras na recuperação do mercado.

Para a alegria de todos, os lançamentos também aumentaram entre 2017 e 2018. De acordo com a CBIC, considerando os lançamentos feitos entre outubro de 2017 e setembro de 2018, os lançamentos somaram 102,5 mil unidades, frente a 85,6 mil unidades no acumulado dos 12 meses anteriores.

4. Déficit habitacional elevado

Mas, só porque a quantidade de lançamentos aumentou no ano passado, como saber se existe gente o suficiente para comprar todos esses imóveis colocados no mercado?

Um dos indicadores mais importantes para se conhecer o mercado imobiliário é, sem dúvidas, o déficit habitacional. Essa expressão se refere à quantidade de habitações que precisam ser construídas para suprir a demanda existente de moradia no país. Ela é a peça que falta na equação do mercado imobiliário, pois nos dá indícios de que existe demanda para absorver a quantidade de imóveis ofertados.

Ela é calculada somando-se as famílias com grande comprometimento da renda com pagamento do aluguel, famílias que vivem em coabitação (dividindo o mesmo teto), famílias que vivem em habitações precárias e famílias que habitam em regiões de adensamento excessivo.

De acordo com a Fundação Getúlio Vargas (FGV), o Brasil tem um déficit habitacional de 7,757 milhões de moradias, segundo último estudo divulgado. Isso equivaleria a uma demanda de moradia para, aproximadamente, 30 milhões de pessoas, mais do que a população do Estado de Minas Gerais!

5. Regulamentação da lei do distrato

Em dezembro de 2018, foi regulamentada a Lei do Distrato. Essa lei determina que o comprador de imóveis, ao realizar um distrato (devolução do imóvel), deve ter metade do valor pago retido pela incorporadora, em caso de Patrimônio de Afetação, e 25% nos demais casos.

Embora essa medida tenha sido duramente criticada pelas entidades de defesa do consumidor, a notícia foi muito bem recebida pelo mercado imobiliário, uma vez que as incorporadoras acabavam tendo prejuízo com a devolução do valor integral ao consumidor. Isso pois alguns gastos com as quais a empresa tinha que arcar não são reembolsáveis, como a taxa de intermediação da venda do imóvel e os impostos relativos à sua transmissão para o consumidor.

Com essa lei, os investimentos imobiliários se veem mais seguros, atraindo investidores imobiliários e, consequentemente, estimulando a retomada desse mercado.

6. Aumento da oferta de crédito imobiliário

Por fim, mas não menos importante, deve-se destacar o aumento da oferta de crédito imobiliário em 2019.

O crédito imobiliário também é uma peça fundamental para girar a economia imobiliária. Como um imóvel é um produto muito caro, é essencial que exista um mecanismo que possibilite que todos adquiram seu imóvel próprio, sem precisar comprá-lo à vista.

De acordo com a Associação Brasileira das Entidades de Crédito Imobiliário e Poupança (Abecip), de janeiro a novembro de 2018, as concessões de financiamento imobiliário com recursos do Sistema Brasileiro de Poupança e Empréstimo (SBPE) atingiram R$ 51,3 bilhões, valor 30,1% superior ao registrado no mesmo período de 2017.

Além disso, em dezembro de 2018, foi lançada uma nova fonte de captação para oferta de crédito imobiliário: as Letras Imobiliárias Garantidas (LIG). A previsão para 2019 é que a Comissão de Valores Mobiliários (CVM) e o Banco Central (BC) regulem as ofertas públicas e os lançamentos das LIGs para o mercado externo, fazendo com que esse mercado se expanda ainda mais.

Por fim, com a chegada da lei dos distratos, está prevista uma redução de riscos, tanto para o investidor quanto para os bancos. Isso estimulará a oferta de crédito dos bancos para as incorporadoras, financiando o período de obras de construção. Isso fomentará o mercado de construção, ampliando ainda mais esse mercado.

 

Como posso investir no mercado imobiliário?

Com o cenário otimista para 2019, o investimento imobiliário se vê muito atrativo!

Porém, existem muitas maneiras de se investir em imóveis sem adquiri-lo diretamente, e sem precisar de um grande valor para investimento. O consumidor pode investir em Fundos Imobiliários, Letras de Crédito Imobiliário, as próprias LIGs ou através de uma modalidade inovadora de investimento: o crowdfunding imobiliário ou investimento coletivo.

A Glebba Investimentos se mostra como uma ótima opção para o seu bolso, pois é a primeira plataforma de equity crowdfunding no Brasil a atuar em um dos setores mais rentáveis dentro do mercado imobiliário: os loteamentos.

Quer saber mais sobre loteamentos? Acesse nossa matéria.



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