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Como a incerteza política afeta seus investimentos?

Escrito por

Francisco Perez


Matemático e Engenheiro Eletricista, com pós-graduação em Desenvolvimento de Negócios pela EAESP-FGV e Finanças Corporativas pela FDC. Possui mais de 20 anos de experiência em gestão de investimentos e desenvolvimento de novos negócios como diretor do Banco Alfa, Oi e Natura. Atua em diversos conselhos de administração de empresas startups. Atualmente é Head of Investment da Glebba Investimentos.


Hoje o Brasil passa por um dos seus maiores momentos de incerteza política da história e esse cenário só deve mudar após as eleições presidenciais! Não passamos por uma situação tão complicada como a atual desde a redemocratização. Em um momento tão delicado como esse, é normal ficarmos inseguros na hora de investir.

Nesses momentos é bom sabermos diferenciar o que é risco real e o que é incerteza. Por definição, risco é quando conhecemos os diversos cenários possíveis e conseguimos atribuir probabilidades distintas a cada um deles. Já incerteza é quando muitas situações são possíveis, mas a probabilidade de cada uma ocorrer é desconhecida.

 

Base de comparação Risco Incerteza
Significado A probabilidade de ganhar ou perder algo de valor Desconhecimento dos eventos futuros
Mensuração Quantitativa Qualitativa
Resultado Probabilidades dos resultados são conhecidas Desconhecido
Contenção Sim Não
Controle Controlável Descontrolável
Probabilidade Atribuída Não atribuída

 

As pesquisas de intenção de voto têm apresentado muita incerteza aos eleitores. Hoje é muito difícil prever qual será o próximo governo, e consequentemente isso agrava ainda mais as dúvidas sobre o cenário econômico brasileiro nos próximos meses.

Nessas eleições, há uma forte polarização que afeta diretamente os investimentos e agrava as incertezas. Na visão dos economistas o risco aumentará se não houver uma reforma fiscal, provocando um efeito em cadeia da desvalorização do real, do aumento da inflação e dos juros e, consequentemente, uma piora no desempenho da economia brasileira.

 

E agora? O que fazer diante da incerteza?

Apesar disso, o Brasil possui bases sólidas e os investimentos atrelados à títulos do tesouro direto têm risco muito baixo. Os produtos financeiros de grandes bancos, como CDB, poupança e fundos atrelados ao CDI, também podem ser considerados de baixo risco, entretanto, oferecem baixa rentabilidade.

Para melhorar a relação risco e retorno, uma boa alternativa pode ser conjugar estratégias de investimento em ambiente recessivo com ambiente de expansão. Exemplos de investimentos que se encaixam nessas duas estratégias são atrelados à ativos reais, como terra, que possuem uma proteção ao patrimônio para situações extremas e com boa rentabilidade em cenários de expansão. Em casos como esse, temos que prestar atenção à liquidez, que normalmente é baixa. Para mitigar essa variável de liquidez, vale a pena investir em fundos imobiliários e plataformas de crowdfunding imobiliário.

A instabilidade vai se manter forte nos investimentos nos próximos meses e nós não temos como escapar. O importante é se proteger desses desafios de forma eficiente, investindo em diferentes mercados, sempre alinhando ao seu perfil de investidor.

Lembre-se: investimento não é aposta. Esteja preparado sempre!



1 comentário

  1. Mmerlon Mmerlon disse:

    Muito Bom!
    Como um cliente comentou esta semana… – “Estamos trabalhando na incerteza…, mas deixando os negócios o mais perto possível de apertar o play e dar continuidade “.

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