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Crowdfunding

Economia compartilhada: o que é e exemplos em 2019

Escrito por

Renato Haidamous Rampazzo


Advogado formado pela Universidade de São Paulo (USP) e programador autodidata. Escreveu a tese "Desafios jurídicos da economia compartilhada no Brasil" e possui experiência em Direito Digital e Startups. Atualmente é desenvolvedor de produtos da legaltech Lexio.


O termo economia compartilhada (sharing economy) tem sido utilizado para designar modelos de negócios dos mais variados tipos, desde aplicativos de carona, hospedagem e passeadores de cães até plataformas de financiamento coletivo (crowdfunding).

O que é economia compartilhada?

A economia compartilhada é composta por plataformas (geralmente apps ou websites) que facilitam a transação de bens e serviços diretamente entre indivíduos. Nesse sentido, elas promovem a descentralização do fornecimento de capital e trabalho na sociedade, que passa a provir de multidões de indivíduos e não mais de algumas empresas.

Por exemplo, o Airbnb facilita que seus usuários se hospedem em residências de moradores locais, em vez de hotéis; plataformas de crowdfunding oferecem aos empreendedores o acesso a centenas de investidores, como alternativa aos empréstimos do banco.

O verbo “compartilhar” da economia compartilhada costuma ser empregado não no sentido de doação ou altruísmo, e sim de aproveitamento da capacidade ociosa de bens e serviços, alocando-se mais eficientemente tais valores na cadeia produtiva.

Geralmente, a capacidade ociosa dos bens seria simplesmente perdida (evita-se isso, por exemplo, ao alugar um quarto da casa que ficaria vazio, ou ao dividir o espaço do carro no Blablacar ou Waze Carpool) ou apropriada por um intermediário (como o spread bancário). A economia compartilhada, ao evitar tais desperdícios, entrega mais valor aos seus participantes.

 

Como funciona a economia compartilhada

Para atingir tais objetivos, as plataformas da economia compartilhada constroem marketplaces que inspiram a confiança, o encontro e a coordenação entre estranhos.

Há alguns anos você provavelmente não entraria no carro de um desconhecido para seu transporte diário, seja pelo medo ou pela dificuldade prática de combinar toda logística e pagamento.

Hoje, dezenas de apps trazem um motorista até seu local em poucos minutos, você pode ver suas avaliações passadas e o pagamento é processado automaticamente.

 

Efeito sobre os mercados tradicionais

A superação desses desafios práticos provoca um processo de desintermediação dos players tradicionais.

Fornecedores tradicionais, como taxistas, bancos e hotéis, que por esses motivos (acompanhados de barreiras regulatórias) monopolizavam muitos serviços de seus setores, estão perdendo cada vez mais espaço para as transações diretas entre os indivíduos.

 

Exemplos de economia compartilhada

Além dos exemplos tradicionais que já conhecemos, Uber, Airbnb, Waze carpool, este mercado continua a se aperfeiçoar e desde 2017 vem entrando com força total no mercado de investimentos.

 

Plataformas digitais facilitadoras

A economia compartilhada fez surgir um novo tipo de intermediário, mais parecido com um facilitador, cujo papel é construir e manter um marketplace de transações peer-to-peer.

O capital das plataformas digitais consiste principalmente em um software (website ou app) e seu know-how sobre o negócio transacionado, enquanto os bens ou serviços fornecidos nas transações provêm da multidão de peers.

O papel deste novo intermediário é, portanto, criar as ferramentas e o ambiente corretos que reduzam os custos de transação entre os dois lados.

Neste artigo discorremos melhor sobre como funciona este mercado crowdfunding de investimento. Como exemplos deste mercado temos a própria Glebba, que faz crowdfunding para investimentos imobiliários e também a StartMeUp que faz crowdfunding para Startups (num modelo de abrir ações na bolsa de valores, mas com proporções menores).



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