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Glebba Loteamento

5 razões para você ficar de olho no mercado de loteamentos

Escrito por

Mariana Tanaka


Engenheira Civil pela Escola Politécnica da USP, com especialização em planejamento urbano, meio ambiente e transportes pela École des Ponts ParisTech e pós-graduação em Marketing e Comunicação Digital pela ESPM. Possui experiência nos mercados de incorporação vertical, parcelamento de solo e gestão de inovação.


O loteamento, também conhecido como bairro planejado, é um dos tipos de empreendimentos imobiliários mais tradicionais do mercado. Existente há mais de 100 anos no Brasil, esse mercado foi responsável pela criação e expansão das cidades como as conhecemos hoje.

 

Mas afinal, o que é um loteamento?

Um loteamento é a divisão de uma grande área (uma gleba) em frações menores (lotes), com abertura de ruas, avenidas e vielas, e execução de obras de infraestrutura, como redes de água, esgoto e rede elétrica. A atividade de lotear também é bastante conhecida como atividade de parcelamento do solo ou urbanização, já que transforma áreas rurais em bairros urbanos. Muito provavelmente, o local onde você vive hoje, mesmo sendo um edifício em uma grande metrópole, já passou pelo processo de loteamento no passado.

Mas, apesar de muito representativo na economia imobiliária brasileira, o setor de parcelamento do solo ainda é desconhecido por grande parte da população e praticamente inexistente no mercado de investimentos.

 

Veja abaixo 5 motivos pelos quais você deveria começar a ficar atento a esse mercado:

1. O mercado de loteamentos é quase tão grande quanto o de incorporação

Falou de incorporação, todo mundo sabe do que se trata! Todos os prédios, residenciais ou comerciais, e os condomínios de casas são exemplos de incorporações imobiliárias.

Mas você já parou para pensar que esse prédio um dia já foi um terreno? E esse terreno um dia já foi uma fazenda rural? Pois é, em algum ponto no passado, essa área passou pelo processo de loteamento!

De acordo com o Sindicato da Habitação do Estado de São Paulo (SECOVI-SP), nos anos de 2015 e 2016, apenas no Estado de São Paulo, foram lançados 63,9 mil lotes para comercialização, frente a 109,6 mil apartamentos ou casas de condomínio.

Por serem o produto da transformação de áreas rurais em urbanas, não encontramos muitos loteamentos em grandes metrópoles, como São Paulo ou Rio de Janeiro, pois são municípios com pouca área rural remanescente. Mas basta analisar as cidades vizinhas para ver o quão comuns são os loteamentos em todo país.

2. O mercado imobiliário promete para 2019

2019 é um bom ano para se investir em imóveis. Após a última crise, o mercado imobiliário entrou na fase de recuperação no segundo semestre de 2017 e, desde então, o setor só vem mostrando melhoras substanciais, em especial nas vendas, de acordo com Gustavo Milaré, advogado, mestre e doutor em Direito Processual Civil. Uma prova disso é que, segundo a Associação Brasileira de Incorporação (Abrainc), no primeiro semestre de 2018, houve aumento de 52% no número de unidades comercializadas na cidade de São Paulo, em comparação ao mesmo período de 2017.

Além disso, fatores como a inflação em baixa, a diminuição da taxa de juros e de financiamento, o aumento do Produto Interno Bruto (PIB) Nacional e, principalmente, a regulamentação da Lei de Distrato sancionada em dezembro de 2018 fizeram com que o índice de confiança de empresários e consumidores atingisse níveis altíssimos.

3. O setor de loteamentos resiste muito bem a qualquer tipo de crise econômica

Mesmo em tempos de crise, o setor de loteamentos continua se mostrando seguro. Isso se dá pois o preço de um lote é inferior ao preço de uma casa ou apartamento para um mesmo público. Esses baixos preços permitem que os consumidores adquiram um imóvel próprio mesmo com a crise, e também atrai consumidores que têm o sonho do imóvel próprio mas, com a crise, não têm condições de adquirir uma casa ou um apartamento.

4. Loteamentos podem ser mais rentáveis do que incorporações para o empreendedor

Por possuir um custo de obra muito menos expressivo do que o custo de incorporação, os loteamentos conseguem atingir rentabilidades superiores aos empreendimentos de incorporação imobiliária, mesmo com preços de venda mais baixos. Isso faz com que o investimento nessa modalidade de empreendimento imobiliário seja muito interessante.

5. Os loteamentos fomentam a economia local

A criação de um bairro planejado tem um impacto enorme para uma cidade. Sua implantação beneficia não só seus futuros moradores, como toda a população do município, pois cria uma nova centralidade, levando infraestrutura a uma região da cidade que, até então, não a possuía.

Isso cria muitas oportunidades para comerciantes e prestadores de serviço locais e regionais desenvolverem seus negócios nas proximidades do empreendimento, ou mesmo dentro dele, o que agrega valor tanto para o próprio bairro planejado como para os bairros vizinhos.

 

Como posso me tornar investidor de loteamentos?

Atualmente, o acesso a oportunidades de investimento em loteamentos é bastante restrito. Isso ocorre pois muitas loteadoras acabam desenvolvendo suas obras com o próprio capital da empresa e as que optam por captar recursos geralmente os fazem diretamente com grandes investidores.

A Glebba Investimentos, primeira fintech do Brasil a realizar crowdfunding imobiliário para loteamentos, promete inovar o setor, democratizando o acesso a esse tipo de investimento.



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